Tifli Camarada Camarão

Pichação no Rio de Janeiro

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Roda Cultural

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sexta-feira, 29 de março de 2013

A Dor de não Possuir o Infinito!


Ao soprar dos ventos... Acordado por suspiro repentino.. É o vício de pensar sempre em ter o que não posso ter.

Meu terrível mau humor... Cigarros nem pensar... Sexo não vejo, nem faço... 
Angustiado pelas últimas gotas desse vinho seco, já não desce como água corrente em minhas veias transbordadas por sentimentos de perdas... 

Adormecido por um quebrante de água morna, relaxado com que tenho... Simples balde de água quente, fresquinha do fogão a lenha...

Música caipira ao fundo e, um sentimento de estar longe do que me dá tesão...
Rasgado e tenebroso, por uma simples ligação... Logo essa hora da noite! É meu vizinho com seus desesperos, em me pedir uma caneca de açúcar...

Volto a colocar minha vestimenta de tristeza e alento, pela solidão amparada aos meus ombros doloridos pelo não das noites anteriores... As lágrimas já não descem dos meus olhos como nuvens passageiras... É a dor de não possuir o infinito...

Assim volto a pensar no que tenho... Restos de um cigarro, um copo quase seco de vinho seco... Uma cerveja que odeio, bebo-a forçado... Desce na garganta como sangue pisado... É o que tenho só por hoje, as quatro da matina volto a dormir, pensando em ter o que não posso ter...

 Por: Wagner Maia

domingo, 3 de março de 2013

Poeta pessoa que sente o que não mais deve ser sentido.


 

Ta como hein?! Poeta pessoa.... O pessoa poeta, esse ser que capta as nuances que passam assim, por vezes desapercebido dos olhares cansados de tantas imagens desbotadas! 

Vai, vai um homem que descreve o cotidiano, o refaz sem pudor....
Suas armas: papel, lápis e coração.

Vai lá, suportar e não poder mudar de pronto, vai ser levado pela imaginação, vai dar vazão aos diálogos que ecoam em seu frágil corpo!

Ama mesmo seu ser, sem perder a serenidade ou mesmo odiar quem ainda ama humano ser...
Ah, goza , a voa sócio-poeta-homem!

Homem que sente as agruras de um ambiente cada vez mais inóspito...

Vazão dos sentimentos... Sem dor, com cortes profundos....

Seus ossos dilacerados numa oesteporose que vos quebram em pedaços, sem mais poder ser colados....

Sente que sente o que não sente, sentindo o que sente, sem mais sentir o que sente, onde sente sem mais dizer o que sente....

É o sentir de quem não mais senti as ondas da vida passar...

Tatiana Costa; Wagner Maia.

sábado, 16 de fevereiro de 2013

Nas Alturas, os Rabiscos Viram Lendas Urbanas


Ao reencontrar um amigo suíço em Saquarema, ele me perguntara se eu gostava da arquitetura do Brasil e principalmente a do Rio? Como forma positiva eu o disse que gostava bastante e a admirava mais ainda. Mas, veio-me uma pergunta muito interessante sobre os rabiscos que enfeiam esses verdadeiros monumentos. O que seria isso? Fez-me outra pergunta. 

Dei-lhe um sorriso maroto e fui dar as devidas explicações do que seria esses rabiscos que são chamados geralmente de (Pixações), isso com (X), pois para os pixadores de São Paulo, pixação com (CH), como rege a ortografia seria qualquer coisa. Diferente das Pixações postas por eles, algo que diz respeito a uma sociabilidade, há grupos específicos, geralmente jovens que adentram nesse universo aos 13 para 14 anos e tem sua saída os 20 até os 30 anos, o que não é sempre, pois há uma galera da década de 80, chamados de (G8 ou G 80).(Pereira, 2005).

Assim, as pixações, características do Brasil, já que fora do país existe um só tipo de manifestação, o Grafite, sendo suas diversas facetas. Hoje os rabiscos alimentam uma cidade, vira uma lenda urbana (Flyt ex pixador), e é algo que tem sua estética própria, encanta pelos seus desenhos, isso é mais arte que imaginamos (JOTA, ex pixador). 





No fim, pós explicação, esse meu amigo dizia-me que não sabia da expressão que esses rabiscos tem para a contemporaneidade, a cidade sobrevive com seus emaranhados e a população convive, não necessariamente aceita esses códigos que encontram seus habitus próprios, nas diversas formas e lugares da cidade, principalmente das grandes Metrópoles. (Bourdieu, 2011)
 

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

Tentações Sobre Meus Lábios!


Cresce como uma flor, sem nem expressar sua exalação de aroma fixado na pele negra de um sorrateiro homem pobre...

Eu sempre admirando-a, ela amigando-me... Como num lance dos desesperados, a encontrar seu par perfeito, tiro casquinha nos momentos mais oportunos...

Seu cantinho de aconchego.. Sem saber meu olhar surpreende-me, tão fixado, que os desejos são expressos da forma mais visível e desagradável possível...

Assim, as expressões de insatisfação, desejo, carinho, aglomeram as que viviam num universo da pura inocência, dos mais imaturos dos amigos...

Hoje, o fôlego se dissolve sem nem expressar um desgaste das salivas escassas, sem nem lhe dar um beijo apaixonado, sem nem dizer, simplesmente é bom estar ao seu lado... É bom vê-la sorrir... 

Há um homem tão cético, eu diria, encantou-me com sua fala, amou-me com seus braços e dissolveu-se sua tentação sobre meus lábios, não tão carnudos, mas molhados como um rio de nuvens de desejos... 

Wagner maia.... 

terça-feira, 29 de janeiro de 2013

O Que me Faz o Riso?


O, o riso, que me faz sentir as bochechas arderem nas facetas dos sentimentos alheios...

A meu riso, como diria os antepassados, preso nas ardências da má imperfeição do não poder rir?

Meus risos... Quero sorrir e me gozar de felicidade, sem me deixar ultrapassar os limites do mau sorriso...

Aquele que me faz chorar... Faz-me sentir dor, sem poder falar sem ser interrompido...

Eu diria a quem não gosta de sorrir, sorria para não mais chorar de dor... Sem chorar as lagrimas de rio de sangue...Sem sentimento de maldade...

A maldade... Cadê meu sorriso? Ficou preso na labuta do dia-dia...
Hoje, a noite troveja como numa ardência de terror... Meu riso por hoje, não mais se esfacela pelas bochechas... Os olhos choram de dor... Perde a vontade de sorrir... perdi minha vida, quando não pude mais sorrir

domingo, 27 de janeiro de 2013

O Mais Honesto dos Desonestos.






Aos passos da poesia, mergulhado no fantasma da perfeição... Às vezes me faz sofrer com um simples não...Transformado numa imensidão das desilusões... Dos apaixonados pelos caminhos adversos, que só nos levam para um só destino, o sofrimento.


O sofrimento! Como fizestes o mais duro dos corações chorar em dizer, eu desisto, sou seu? Uma simples palavra amor, está acompanhada com outras de tão forte impacto que minhas veias já não trafegam sangue, mas pensamentos...


Sim pensamento! Diz-me seu nome? Hoje choro sem lhe dizer o porque...
Talvez seja coisa só minha em não lhe dizer que, daria tudo para estar ao seu lado, num simples mergulhar nos seus braços tão ásperos que me cortam, me fazendo sangrar de felicidade, de desejo, tesão... Sou eu o mais honesto dos desonestos, dos pobres homens apaixonados por ti...  

segunda-feira, 19 de novembro de 2012

Uma cor Esbaforida de Pólvora




Sou uma cor esbaforida pela dor dos tumbeiros que nos comiam sem nos dizer o porque...

É pele que se perde numa imensidão da tristeza... já não sei o que sou... Negro? Mulato? Mameluco? Cafuzo? Sou a mistura de dores extraídas da pele dos meus antepassados....

Sou uma cor esmagada pela construção que me consome, se transforma, transforma, cresce, engole os pequenos que já foram grandes... É a arte de escravizar, sois escravos dos mesmos senhores que atuam como no passado, vestidos de bons moços...

Ainda a tempo de não mais se perder diante dos canos frios que ao esbaforir suas pólvoras entram em estado de ebulição...

Hoje são negros amarrados sem cordas... Sem senzala... Presos nas repartições divisórias perdidas numa máquina de fazer destruição em massa...

Até aqui sou negro que saiu do ventre de uma negra... sofrida como peneira, que separa o joio do trigo... É negro que não se encontra dentro de um mundo perdido na ideia de genocídio... Hoje sou negro, sou consciência, necessária para sobreviver numa sociedade que ajudei a construir...
Sou uma cor esbaforida pela dor dos tumbeiros que nos comiam sem nos dizer o porque...

É pele que se perde numa imensidão da tristeza... já não sei o que sou... Negro? Mulato? Mameluco? Cafuzo? Sou a mistura de dores extraídas da pele dos meus antepassados....

Sou uma cor esmagada pela construção que me consome, se transforma, transforma, cresce, engole os pequenos que já foram grandes... É a arte de escravizar, sois escravos dos mesmos senhores que atuam como no passado, vestidos de bons moços...

Ainda a tempo de não mais se perder diante dos canos frios que ao esbaforir suas pólvoras entram em estado de ebulição...

Hoje são negros amarrados sem cordas... Sem senzala... Presos nas repartições divisórias perdidas numa máquina de fazer destruição em massa...

Até aqui sou negro que saiu do ventre de uma negra... sofrida como peneira, que separa o joio do trigo... É negro que não se encontra dentro de um mundo perdido na ideia de genocídio... Hoje sou negro, sou consciência, necessária para sobreviver numa sociedade que ajudei a construir...

domingo, 9 de setembro de 2012

Leituras Através dos Pontinhos.




Na imensidão do livro... Desemborcado pelo romance... Passando pelo drama... Chega a tragédia...

É puro sangue que desse no descompasso do meu paladar... Como consigo? O leio através dos pontinhos que significa algo mais que enxergar...

Já são algumas horas dessa terrível madrugada que não acaba, não chega esse dia tão cansativo que mal espero que acabe...

Um suspiro... Uma leitura... Várias baforadas num charuto que já nem parece exalar um odor aromático... Estou embriagado com alguns copos de um vinho barato... É o que dava para ser comprado..

É pura leitura, já não sei mais que página estou? Sinto-me desesperado... Minha mente deseja continuar... Meus olhos mais do que tudo necessitam de pausa... Quem sabe meses para refletir sobre o que ando lendo...
 
Consome-me sem me dizer para que veio... Suga-me sem me pedir perdão... Pobre leitor... Sou da geração que não está acostumada com inúmeros e inúmeros espaços de concatenações de palavras... Não as entendo... Socorro... Resolvi pedir ajuda ao mais iletrado dos mais humildes...

Então viestes, o mais humilde dos mortais... Tu eis amigo de minha mãe, que já fora minha avó... hoje serve-me como pai...

Ando-me cansado pobre caçador de palavras... Estou fraco, tenho medo de não conseguir se quer terminar esse admirável livro...

Não se preocupe caro jovem das pernas acinzentadas... É sinal que as palavras já te consumiram... Não crie resistência, apenas leia até sua mente se desfazer num submundo, onde só os verdadeiros poetas sabem viver... 

Wagner Maia.

terça-feira, 28 de agosto de 2012

Esperança de Fevereiro... Brilho de Outubro..


 

Flor que se carrega no ventre, nove, oito há quem diga sete meses...

Rosa que se alimenta nos seios, seis, sete, oito, nove, dez, onze, doze... há que diga o dobro...

Luz que se guia, exempla, há quem diga briga... Numa só fala, um beijo mesmo que na face superior no mais incandescente dos olhares...

Rosa que se faz em fevereiro... com muito amor a dois... Expõem para esse mundo de escarnecidos monstros... Um anjo que vem para todos nós em outubro...

Esse último mês, é que se reconhece o quanto estamos frágeis... O quanto somos meigos... o quanto somos bobos, com um simples falar: é meu anjo...

Mesmo sabendo que esse anjo... criastes azas futuramente... Ganhastes o mundo tão grande com suas dimensões bucólicas e malvadas... O que digo para meu anjo? Que nossos becos e ruelas, tens as mais perversas das malvadezas?

Que o príncipe encantado se transformará no mais cruel dos imortais desumanos? Que mesmo sabendo que sois seu único guia...

O mundo de extrema maldade... Quantas primaveras terão que dizer as mais promissoras das falas de ânimos, para que ti vejas mais feliz que a primavera anterior?

Não sabes? Então vos digo, tu és minha rosa de fevereiro, meu brilho de outubro... Tu és minha para sempre, mesmo sabendo que desgarrastes de mim brevemente... 

Wagner Maia da Costa.

sábado, 25 de agosto de 2012

Rosa e Labuta!



Acordado meio sonolento pensando nos próximos passos, rumo ao desespero de simplesmente não conseguir andar mesmo que esteja numa máquina de rodas....

Garganta sufocada, como se existisse algo preso no meu passado que condenasse meu presente e deixar incógnitas para meu desesperado futuro...

Que mundo de desespero é esse que num simples falar oi, perco meu controle, viajo mundo na busca de um simples mau humor, que me alimenta... Sufoca-me... Não é sexo... Já não tenho mais força... Não é desejo... Já não tenho pele.. O que é então? 

É algo desgraçado que me consome.. Transformando-me  num zumbi. Desencarnado pelos monstros que jamais estiveram sobre meu controle...  

Sim caro mortal é mais do que isso... É troço duradouro... Jamais fora embora... Todos dizem que estou errado... Não me importa, sigo nesse caminho que eu mesmo acho que não tem volta...

Já pensei que fosse melhor um de nós morrer... perdoa-me Pai de todos nós... Não sei o que digo... Dissestes para mim que jamais me abandonaria... Não confio mais em ti...

Somente no meu desespero... prestes a fazer algo tão mortal quanto colocar uma rosa na labuta de um assassino desenfreado, que é tão frio, sua pele já não soa, mesmo que esteja escaldado pelo desespero do dia- dia...

Wagner Maia da Costa....