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sexta-feira, 17 de janeiro de 2014

Cheiro de poesia? Não! Triste fim da pele negra.

Cheiro de poesia descendo rio a cima?

Engano seu, diz os mais velhos. 
 
O rio só segue um destino. Sempre para baixo. 
 
Translucido de fazer poesia e nela encontrar meu destino.

Livros comidos num infinito das abundâncias das palavras.

Pele negra debaixo da calçada, mãe chora pela perda de mais um filho esmagado pelo carro preto, vestido de preto. 
 
O que tudo isso tem a ver com poesia?

Nada, eis a mais pura realidade de quem se enquadra nesses quesitos. 
 
Rio a cima e sangue a baixo, cachoeira de lágrimas de décadas perdidas.

Cheiro de poesia reina nas cadeias, travestidas de negros presos num infinito sem fim. 
 
Triste fim da pele negra, séculos e mais séculos. Qual o resultado?

Cheiro de poesia e sangue nas calçadas. 


Wagner Maia da Costa. 

domingo, 5 de janeiro de 2014

Negro de pés descalços.

Ontem, dormi acordado.

Hoje, acordei dormindo. 
 
Ontem, dez quilos mais magro.

Hoje, onze quilos mais gordo.

Ontem, pés descalços e sensação de leveza.

Hoje, pés calçados e centenas de calos da vida.

Hoje comi o necessário. 
 
Ontem, três quilos a mais.

Hoje, passeava pela calçada e via somente pés calçados.

Ontem, sub jaz os necessitados pedindo o que calçar e comer.

Hoje, me convenci de que sou negro. 
 
Ontem, dormi pensando que eu era um Branco. 
 
Hoje, recebi uma notícia de que os negros não sofreriam mais. 
 
Ontem, uma notícia de mais uma chacina de negros.
 
Hoje, minha mãe dissera que meu pai não a bate mais. 
 
Ontem, fora espancada diante de seus filhos.

Ontem, sonhe que esse mundo não tivesse mais tristeza.

Hoje, ainda não acordei do meu sonho eterno.


Por: Wagner Maia.  

domingo, 29 de dezembro de 2013

Casa de Negros, Corpos Cortados e Jazz nos Ouvidos

Corpos cortados e Jazz nos ouvidos
Jazz nos ouvidos e lágrimas nos olhos.
Noticiário repetido e dores alheias.
Risos e mais risos da faceta de ontem...
Bebi meio copo de água com pimenta.
Corpos pelo chão, chorume pela calçada.
Uma cor vagando pelos corredores dos escassos hospitais psiquiátricos.
Corpos cortados, mentes fazias e dores alheias...
Suicídio bem perto dos negros trancados nas repartições de grades pelo mundo a fora...
Seu nome: Prazer me chamo cadeia...
Seu sobrenome: Casa de negros.
Apelido: Lugar onde os mais necessitados moram, ou são trancados.
Profissão: Sofrimento eterno, desde além mar, nos navios negreiros...
Jazz nos ouvidos... Máquina em frente e sem inspiração de dizer para o mundo...
Obrigado por me fazer sofrer...
Jazz nos ouvidos e dores alheias.
Sou negro cortado por navalhas cegas e infectadas pelos piores vírus.
Jazz nos ouvidos e negros cortados pelo chão.
Prazer me chamo Pátria Amada e sofrimentos alheios...
Prazer me chamo cadeia, terra de negros..

sexta-feira, 29 de março de 2013

A Dor de não Possuir o Infinito!


Ao soprar dos ventos... Acordado por suspiro repentino.. É o vício de pensar sempre em ter o que não posso ter.

Meu terrível mau humor... Cigarros nem pensar... Sexo não vejo, nem faço... 
Angustiado pelas últimas gotas desse vinho seco, já não desce como água corrente em minhas veias transbordadas por sentimentos de perdas... 

Adormecido por um quebrante de água morna, relaxado com que tenho... Simples balde de água quente, fresquinha do fogão a lenha...

Música caipira ao fundo e, um sentimento de estar longe do que me dá tesão...
Rasgado e tenebroso, por uma simples ligação... Logo essa hora da noite! É meu vizinho com seus desesperos, em me pedir uma caneca de açúcar...

Volto a colocar minha vestimenta de tristeza e alento, pela solidão amparada aos meus ombros doloridos pelo não das noites anteriores... As lágrimas já não descem dos meus olhos como nuvens passageiras... É a dor de não possuir o infinito...

Assim volto a pensar no que tenho... Restos de um cigarro, um copo quase seco de vinho seco... Uma cerveja que odeio, bebo-a forçado... Desce na garganta como sangue pisado... É o que tenho só por hoje, as quatro da matina volto a dormir, pensando em ter o que não posso ter...

 Por: Wagner Maia

domingo, 3 de março de 2013

Poeta pessoa que sente o que não mais deve ser sentido.


 

Ta como hein?! Poeta pessoa.... O pessoa poeta, esse ser que capta as nuances que passam assim, por vezes desapercebido dos olhares cansados de tantas imagens desbotadas! 

Vai, vai um homem que descreve o cotidiano, o refaz sem pudor....
Suas armas: papel, lápis e coração.

Vai lá, suportar e não poder mudar de pronto, vai ser levado pela imaginação, vai dar vazão aos diálogos que ecoam em seu frágil corpo!

Ama mesmo seu ser, sem perder a serenidade ou mesmo odiar quem ainda ama humano ser...
Ah, goza , a voa sócio-poeta-homem!

Homem que sente as agruras de um ambiente cada vez mais inóspito...

Vazão dos sentimentos... Sem dor, com cortes profundos....

Seus ossos dilacerados numa oesteporose que vos quebram em pedaços, sem mais poder ser colados....

Sente que sente o que não sente, sentindo o que sente, sem mais sentir o que sente, onde sente sem mais dizer o que sente....

É o sentir de quem não mais senti as ondas da vida passar...

Tatiana Costa; Wagner Maia.

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

Tentações Sobre Meus Lábios!


Cresce como uma flor, sem nem expressar sua exalação de aroma fixado na pele negra de um sorrateiro homem pobre...

Eu sempre admirando-a, ela amigando-me... Como num lance dos desesperados, a encontrar seu par perfeito, tiro casquinha nos momentos mais oportunos...

Seu cantinho de aconchego.. Sem saber meu olhar surpreende-me, tão fixado, que os desejos são expressos da forma mais visível e desagradável possível...

Assim, as expressões de insatisfação, desejo, carinho, aglomeram as que viviam num universo da pura inocência, dos mais imaturos dos amigos...

Hoje, o fôlego se dissolve sem nem expressar um desgaste das salivas escassas, sem nem lhe dar um beijo apaixonado, sem nem dizer, simplesmente é bom estar ao seu lado... É bom vê-la sorrir... 

Há um homem tão cético, eu diria, encantou-me com sua fala, amou-me com seus braços e dissolveu-se sua tentação sobre meus lábios, não tão carnudos, mas molhados como um rio de nuvens de desejos... 

Wagner maia.... 

terça-feira, 29 de janeiro de 2013

O Que me Faz o Riso?


O, o riso, que me faz sentir as bochechas arderem nas facetas dos sentimentos alheios...

A meu riso, como diria os antepassados, preso nas ardências da má imperfeição do não poder rir?

Meus risos... Quero sorrir e me gozar de felicidade, sem me deixar ultrapassar os limites do mau sorriso...

Aquele que me faz chorar... Faz-me sentir dor, sem poder falar sem ser interrompido...

Eu diria a quem não gosta de sorrir, sorria para não mais chorar de dor... Sem chorar as lagrimas de rio de sangue...Sem sentimento de maldade...

A maldade... Cadê meu sorriso? Ficou preso na labuta do dia-dia...
Hoje, a noite troveja como numa ardência de terror... Meu riso por hoje, não mais se esfacela pelas bochechas... Os olhos choram de dor... Perde a vontade de sorrir... perdi minha vida, quando não pude mais sorrir

domingo, 27 de janeiro de 2013

O Mais Honesto dos Desonestos.






Aos passos da poesia, mergulhado no fantasma da perfeição... Às vezes me faz sofrer com um simples não...Transformado numa imensidão das desilusões... Dos apaixonados pelos caminhos adversos, que só nos levam para um só destino, o sofrimento.


O sofrimento! Como fizestes o mais duro dos corações chorar em dizer, eu desisto, sou seu? Uma simples palavra amor, está acompanhada com outras de tão forte impacto que minhas veias já não trafegam sangue, mas pensamentos...


Sim pensamento! Diz-me seu nome? Hoje choro sem lhe dizer o porque...
Talvez seja coisa só minha em não lhe dizer que, daria tudo para estar ao seu lado, num simples mergulhar nos seus braços tão ásperos que me cortam, me fazendo sangrar de felicidade, de desejo, tesão... Sou eu o mais honesto dos desonestos, dos pobres homens apaixonados por ti...  

segunda-feira, 19 de novembro de 2012

Uma cor Esbaforida de Pólvora




Sou uma cor esbaforida pela dor dos tumbeiros que nos comiam sem nos dizer o porque...

É pele que se perde numa imensidão da tristeza... já não sei o que sou... Negro? Mulato? Mameluco? Cafuzo? Sou a mistura de dores extraídas da pele dos meus antepassados....

Sou uma cor esmagada pela construção que me consome, se transforma, transforma, cresce, engole os pequenos que já foram grandes... É a arte de escravizar, sois escravos dos mesmos senhores que atuam como no passado, vestidos de bons moços...

Ainda a tempo de não mais se perder diante dos canos frios que ao esbaforir suas pólvoras entram em estado de ebulição...

Hoje são negros amarrados sem cordas... Sem senzala... Presos nas repartições divisórias perdidas numa máquina de fazer destruição em massa...

Até aqui sou negro que saiu do ventre de uma negra... sofrida como peneira, que separa o joio do trigo... É negro que não se encontra dentro de um mundo perdido na ideia de genocídio... Hoje sou negro, sou consciência, necessária para sobreviver numa sociedade que ajudei a construir...
Sou uma cor esbaforida pela dor dos tumbeiros que nos comiam sem nos dizer o porque...

É pele que se perde numa imensidão da tristeza... já não sei o que sou... Negro? Mulato? Mameluco? Cafuzo? Sou a mistura de dores extraídas da pele dos meus antepassados....

Sou uma cor esmagada pela construção que me consome, se transforma, transforma, cresce, engole os pequenos que já foram grandes... É a arte de escravizar, sois escravos dos mesmos senhores que atuam como no passado, vestidos de bons moços...

Ainda a tempo de não mais se perder diante dos canos frios que ao esbaforir suas pólvoras entram em estado de ebulição...

Hoje são negros amarrados sem cordas... Sem senzala... Presos nas repartições divisórias perdidas numa máquina de fazer destruição em massa...

Até aqui sou negro que saiu do ventre de uma negra... sofrida como peneira, que separa o joio do trigo... É negro que não se encontra dentro de um mundo perdido na ideia de genocídio... Hoje sou negro, sou consciência, necessária para sobreviver numa sociedade que ajudei a construir...

domingo, 9 de setembro de 2012

Leituras Através dos Pontinhos.




Na imensidão do livro... Desemborcado pelo romance... Passando pelo drama... Chega a tragédia...

É puro sangue que desse no descompasso do meu paladar... Como consigo? O leio através dos pontinhos que significa algo mais que enxergar...

Já são algumas horas dessa terrível madrugada que não acaba, não chega esse dia tão cansativo que mal espero que acabe...

Um suspiro... Uma leitura... Várias baforadas num charuto que já nem parece exalar um odor aromático... Estou embriagado com alguns copos de um vinho barato... É o que dava para ser comprado..

É pura leitura, já não sei mais que página estou? Sinto-me desesperado... Minha mente deseja continuar... Meus olhos mais do que tudo necessitam de pausa... Quem sabe meses para refletir sobre o que ando lendo...
 
Consome-me sem me dizer para que veio... Suga-me sem me pedir perdão... Pobre leitor... Sou da geração que não está acostumada com inúmeros e inúmeros espaços de concatenações de palavras... Não as entendo... Socorro... Resolvi pedir ajuda ao mais iletrado dos mais humildes...

Então viestes, o mais humilde dos mortais... Tu eis amigo de minha mãe, que já fora minha avó... hoje serve-me como pai...

Ando-me cansado pobre caçador de palavras... Estou fraco, tenho medo de não conseguir se quer terminar esse admirável livro...

Não se preocupe caro jovem das pernas acinzentadas... É sinal que as palavras já te consumiram... Não crie resistência, apenas leia até sua mente se desfazer num submundo, onde só os verdadeiros poetas sabem viver... 

Wagner Maia.

terça-feira, 28 de agosto de 2012

Esperança de Fevereiro... Brilho de Outubro..


 

Flor que se carrega no ventre, nove, oito há quem diga sete meses...

Rosa que se alimenta nos seios, seis, sete, oito, nove, dez, onze, doze... há que diga o dobro...

Luz que se guia, exempla, há quem diga briga... Numa só fala, um beijo mesmo que na face superior no mais incandescente dos olhares...

Rosa que se faz em fevereiro... com muito amor a dois... Expõem para esse mundo de escarnecidos monstros... Um anjo que vem para todos nós em outubro...

Esse último mês, é que se reconhece o quanto estamos frágeis... O quanto somos meigos... o quanto somos bobos, com um simples falar: é meu anjo...

Mesmo sabendo que esse anjo... criastes azas futuramente... Ganhastes o mundo tão grande com suas dimensões bucólicas e malvadas... O que digo para meu anjo? Que nossos becos e ruelas, tens as mais perversas das malvadezas?

Que o príncipe encantado se transformará no mais cruel dos imortais desumanos? Que mesmo sabendo que sois seu único guia...

O mundo de extrema maldade... Quantas primaveras terão que dizer as mais promissoras das falas de ânimos, para que ti vejas mais feliz que a primavera anterior?

Não sabes? Então vos digo, tu és minha rosa de fevereiro, meu brilho de outubro... Tu és minha para sempre, mesmo sabendo que desgarrastes de mim brevemente... 

Wagner Maia da Costa.

sábado, 25 de agosto de 2012

Rosa e Labuta!



Acordado meio sonolento pensando nos próximos passos, rumo ao desespero de simplesmente não conseguir andar mesmo que esteja numa máquina de rodas....

Garganta sufocada, como se existisse algo preso no meu passado que condenasse meu presente e deixar incógnitas para meu desesperado futuro...

Que mundo de desespero é esse que num simples falar oi, perco meu controle, viajo mundo na busca de um simples mau humor, que me alimenta... Sufoca-me... Não é sexo... Já não tenho mais força... Não é desejo... Já não tenho pele.. O que é então? 

É algo desgraçado que me consome.. Transformando-me  num zumbi. Desencarnado pelos monstros que jamais estiveram sobre meu controle...  

Sim caro mortal é mais do que isso... É troço duradouro... Jamais fora embora... Todos dizem que estou errado... Não me importa, sigo nesse caminho que eu mesmo acho que não tem volta...

Já pensei que fosse melhor um de nós morrer... perdoa-me Pai de todos nós... Não sei o que digo... Dissestes para mim que jamais me abandonaria... Não confio mais em ti...

Somente no meu desespero... prestes a fazer algo tão mortal quanto colocar uma rosa na labuta de um assassino desenfreado, que é tão frio, sua pele já não soa, mesmo que esteja escaldado pelo desespero do dia- dia...

Wagner Maia da Costa....


sábado, 18 de agosto de 2012

Entre uma Dor e um Encanto. Entre o Samba e a Solidão!


Ancorado num tempo... Perdido entre as perdas e o que me resta...

Laços de negra, negra é... Não me escondo também não me faças declarar um amor escondido entre os dedos de uma paixão e uma solidão repentina...

Eterna perda que me fazes acordar antes do brilhar ensolarado, para que eu me sustente... Não tenho mais seus conselhos... Mas guardo os que ainda recordo...

Uma legião de eternos desencarnados que se foram e nos deixaram um cheiro de compaixão; ternura e muita saudade...

Por isso digo, negra não se encolha... lute, pois o brilho dos seus olhos encanta o mais puro dos inocentes e o mais malvado dos destemidos...

Assim, rasgada numa nuvem de belos pés de samba... sente-se como se estivesse nas mais belas das montanhas ao ouvir tal gênero musical...

Pobres sambistas... Esses rã, não conhecem o encanto dessa bela sambista que por de trás de excesso de melanina, se esconde a mais calma das vozes rocas e a mais bela das amizades cotidianas...

Ando pelos seus passos... Olho pelos seus olhos... choro pelo seu coração... Sorrio Pelos seus sorrisos... Obrigado por cada passo, olhares e sorrisos eternos, mesmo que sua carne não estiver entre nós...

Wagner Maia dedicado a querida amiga Juliana Angelo...



terça-feira, 7 de agosto de 2012

Um olhar desnudo, estremece meus poros!


UM blues de trilha sonora, enquanto tu me desnuda com seu olhar...
Vou suave ao teu encontro, para juntar nossas chamas e fazer um lindo alvorecer...
Se me olhas de jeito incandescente, estremece meus poros, lacrimejando suor...

Uma mistura de odor e desejo de vê-la cada vez mais desnuda na minha frente... Que pena, meus olhos tampados com algumas cataratas... fecham-se quando ver um vulto...

Se meus desejos de tê-la sobre meus ombros, dar-me criatividade de escarnecer minhas mãos, com trabalho manual de todos os operários de uma pobre fábrica...

Deve ser porque sua pele bronzeada dar inspiração a quaisquer sujeitos desengonçados... perdidos pelas leis da metafísica que não os deixam transcender entre o mundo do desejo e o da realidade...

Pobre homem com pele marota... Mãos sofredoras, mente doentia... Muitos dizem que é amor, outros loucura... Mas, todos admitem, é desejo.. 


   
Tatiana Costa, Wagner maia

domingo, 5 de agosto de 2012

O que diria, quem nada diz?


Pensando nas agruras de uma fissura, que se virá-la se transforma num começo desesperador...

Pensado num grito desesperador... Pensando numa fala incandescente... Pensado num silêncio que nos aprisiona e nos transforma em seres apolíticos... 

Aaaaa, o que diria os mudos com suas falas particulares, se comunicam e se expressam nessa imensidão das falas confusas?

O que diria os artistas... com suas expressões cada vez mais restritas ao seu meio... Ó meu santo, porque não os entendemos? Talvez precisamos de novos representantes....

O que diria as crianças, na imensidão dos mares tentam encontrar forças para tirar toda água daquela bacia sem fim?

O que diria os loucos... com suas atitudes que nem eles mesmos as entendem?

O que diria os acadêmicos, com suas verdades que a todo o momento estão sendo desmascaradas?

Aaaa, o que diria os poetas... Esses que só pregam mentiras... Deve ser por isso, que todos acreditam neles...

Aaaa, o que diria... das mentiras... que quando falada carinhosamente eu acredito? O que diria seu silêncio que num só olhar eu a entendo? O que diria meu futuro se nem sei se estou vivo no presente? Ele diria, olhe os passos, pois só eles os levará para o céu, ou para o inferno... 

Wagner Maia 




quarta-feira, 1 de agosto de 2012

Aprecio Seus Passos, Através de Seus Sorrisos!



Que passos têm, que não ando mesmo me movimentando?

Movimento? Não ando faz meses... Não falo faz dias...Não como faz horas... Não beijo faz tempo...Olha que os candidatos aparecem e desaparecem a todo o momento...

Pronto cheguei num caminho em que os descaminhos me maltratam... Desencantam-me... Andarei para qual rua, se todas tem um mesmo fim e sentido?

Se meus passos me embaralham, então me guiarei pelos passos daqueles que têm nos passos, os descompassos dos desalienados carinhosos...

Hora senhorita do sorriso encantador... Eu como homem lhe digo, guia-se pelos meus passos, pois só eles tem um descompasso amoroso...

Olha só, quantas audácias... Como encantar quem me encanta só com um simples sorriso... Um simples andar... Um simples dizer... Oi querido?

Bom, não sei responder essas perguntas... Sei que um encanto só tem encanto, se os demais encantadores se encantarem com os encantos da vida... Por isso que me encanto com seu sorriso simples, mas especial... 

Wagner Maia...

terça-feira, 31 de julho de 2012

Os Matutos Acadêmicos, ou Acadêmicos Analfabetos?



Por que me criticas... Têm-se as mesmas capacidades de um Gramático?

Por que dizes que seu português, inglês ou quem sabes Alemão, é melhor do que meu simples falar caipira?

Por que, para se sair melhor com os que iguais a ti, querem cada vez mais se sentir melhores ao verem uma fala não se enquadrar aos moldes dos que execram a diversidade?

Se as palavras dos poetas fossem perfeitamente enquadradas nos mais perfeitos ou errados moldes da ortografia, perderíamos o encanto do falar poético.

Óoooo, matuto das falas acadêmicas... Pensa que eis melhor, só porque sabes colocar uma vírgula ou até mesmo uma pontuação... esquece-se das acomodações gramaticais que temos, no nosso dia-dia, e na luta permanente.

Felizes são as crianças... que falam tudo errado... mas certo e houve tudo certo mas errado... e não esquentam com erros gramaticais... muito menos em se enquadrar no mundo desiludido dos adultos...

Óoooo como felizes são vocês futuros enclausurados nas falas matutas, dos acadêmicos analfabetos...

Wagner Maia....

domingo, 22 de julho de 2012

Poetas somos todos nós, ou Todas nós. Nos Terrenos (vadio) Poético.



Vai que poetas e poetisas somos todos nós, que entre agruras e abortos de sonhos, florescem cactos com flores...
Que não adocicam seus cantos, por meros sonhos rotos.
poesias desembocam, em oceanos tempestivos e despertam seres que se (desafiam) a serem humanos.
Vides que poetas somos todos nós que saímos nas madrugadas, antes do período efervescente do sol. Que chegam aos seus trabalhos às vezes, mais degradantes que cansativos.
Se poetas somos todos nós ou todas nós que ficamos felizes em receber 25 centavos para comprar um monte de balas na birosca mais próxima.... Que gloria nossa meninice, dois, três, quatro ou até cinco, seis, sete anos de idades.
Mas poetas somos todas nós que aguentamos um dia de trabalho e no fim do mesmo, lutamos contra os abusos, dos que iguais a nós sofrem com os meios que nos locomovem de um canto a outro....
Poetas somos todas nós que ao ver um ente querido, sendo esbaforido, com pólvoras que não as de São João... mas as que saem de um cano às vezes longo outros curtos... Sem entender debruçamo-nos sobre os copos daqueles que amamos...
Poetas somos todas nós, que sem pensar, ou pensando até as últimas consequências, gritamos, chega de esbaforir sobre Minha etnia... Minha cor... Minha classe.. Essas pólvoras malditas, Chegaaaaaaaaaaaa.....
Poetas somos todos nos, que se diz poetas, pela escrita e que fazem dessa, seu meio de vida... Ora se o filósofo disse que todos nós somos filósofos, porque não todos nós sermos poetas?
Poetas somos todas nós que queremos que do nosso corpo saia um fruto que será amado até nossas últimas consequências... Mas poetas somos todas nós que queremos adotar esse mesmo ente que se encontra perdido ou escondido nas casas de proteção... Ou até mesmo as que não querem ter frutos, mas glorificam os que pode ver diante de seus olhos...
Assim... poetas somos todos nós que se diz poetas... e que faz da poesia uma poesia sem precisar ser poeta... mas já sendo poeta...poetas somos todos nóoooooossssssssssss.
Tatiana Costa e Wagner Maia. 
 

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

A Etnia Invisível...

Por Wagner Maia




Se vir os cadáveres caindo pelo chão... não digas que todos são de uma mesma etnia.

Se olhares as perfurações pelas paredes, elas têm um escorredor que esbafori toda uma gente que não se ver representada,

As porcentagens são desiguais.... As chances de sobreviver são a todo o momento recalculadas pelos grandes estatísticos.

Minha cor não me deixa dormir, até já pensei que fosse minha culpa.... Viver parece ser a coisa mais difícil de se conseguir.

Por muito tempo, ficaste preso num porão que as dimensões quase que surreais.

Meu corpo às vezes tratado como objeto, outras como mercadoria descartável.

Só por hoje, tive um sonho surreal de não fazer diferença meu excesso de melanina...

Só por hoje, sonhaste que uma simples palavra não signifique sofrimento.

Os grandes carros que da mesma cor que tenho, sobe com homens vestidos com a mesma cor que tenho, dilaceram gente da mesma cor que tenho...

Pobre homem, que num passo descontrolado, cai sobre as valas que navegam suas impurezas que há muito não foram tampadas...

Os grandes senhores de ternos com alguns intervalos no tempo, andas pelas valas abertas..

Só por hoje, pensaste que uma simples lei que há quase dois séculos fizera, fosse significativa.

Se não sou ouvido, meu cadáver serve como culpabilidade de uma sociedade perdida.

Os grandes verniz que sujam as ruas das grandes ruelas e becos... só por hoje tiveste nome.

Sou Chico, Maria, Denis, Júnior, Rafael, Leandro, Tatiana, Juliana, Carolina, Robson, Carlos, Willian... somos dignos e merecemos ser contabilizados como gente.

Meu gênero somado a minha cor, me deixa no submundo dos marginais.

Há décadas sou espancada por quem sofre junto comigo, um oprimido sendo opressor.

Os excessos de bebidas destiladas, me dar força de só por hoje ser um gigante... pobre homem.

Só por hoje, minha cor é devastada por um vírus que cresce em condições aritméticas.

O grande navio que carregara minha gente permanece vivo em cada coração, que hoje sobrevive nas áreas mais conflagradas...

Hoje sou negro, branco, pardo, amarelo... que seja, só clamo por justiça, por dignidade, igualdade... só por hoje quero viver mais um dia... só por hoje... só por hoje...

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Minha linda Saquarema! Os ventos que me trazem num presente argiloso.


Se já não há vejo como antes, é porque perdi o encanto de um homem do interior.

Se meus olhos enxergam para além de uma dimensão física, é por que não tenho mais a sensibilidade de antes.

Minha Saquarema de outrora, não está mais no coração de um homem que se acostuma com a vida corrida.

O banhar dos mares e o por do sol esplendido, agora vivi numa repleta separação entre privilegiados e os que privilegia.

A dor e a solidão, fazem parte de um cenário, vivo e atrofiador dos sonhos dos mais humildes dos interioranos.

Há quem diga que esse novo universo é bom, pois traz novas perspectivas de vida.

Mas há quem exclama, que através desse, perde-se muito dos sonhos que no passado era mais real que a própria realidade.

Hoje, preso num mundo de total inércia, pedi-se que o amanhã seja menos pior que o hoje.

Ontem pedia-se que o hoje fosse menos pior que o até então ontem.

O amanhã será uma incógnita que só será resolvida depois do meia noite de hoje.

Os ventos que me trazem para uma vida corrida, são os mesmos que me levavam para um mundo calmo.

Mas minha vida calma de outrora, não é a mesma que a aceleração dos absurdos que vejo hoje.

Faço parte desse cenário de ventos fortes e marés fracas, que me leva lentamente para uma solidão profunda dos mais rasos dos mares.

As espécies que admiramos são as que mais mata no presente momento. O homem é o medo de qualquer animal irracional, que raciocina mais que qualquer homem racional .

Mas que pena que percebo hoje que esse mundo não é de fantasia, e que minha Saquarema de outrora já não é mais vista de uma maneira romântica.

Apesar de achá-la a mais bela de todos os por do sol.