Tifli Camarada Camarão

Pichação no Rio de Janeiro

Tifli camarada Camarão

Roda Cultural

Total de visualizações de página

terça-feira, 29 de janeiro de 2013

O Que me Faz o Riso?


O, o riso, que me faz sentir as bochechas arderem nas facetas dos sentimentos alheios...

A meu riso, como diria os antepassados, preso nas ardências da má imperfeição do não poder rir?

Meus risos... Quero sorrir e me gozar de felicidade, sem me deixar ultrapassar os limites do mau sorriso...

Aquele que me faz chorar... Faz-me sentir dor, sem poder falar sem ser interrompido...

Eu diria a quem não gosta de sorrir, sorria para não mais chorar de dor... Sem chorar as lagrimas de rio de sangue...Sem sentimento de maldade...

A maldade... Cadê meu sorriso? Ficou preso na labuta do dia-dia...
Hoje, a noite troveja como numa ardência de terror... Meu riso por hoje, não mais se esfacela pelas bochechas... Os olhos choram de dor... Perde a vontade de sorrir... perdi minha vida, quando não pude mais sorrir

domingo, 27 de janeiro de 2013

O Mais Honesto dos Desonestos.






Aos passos da poesia, mergulhado no fantasma da perfeição... Às vezes me faz sofrer com um simples não...Transformado numa imensidão das desilusões... Dos apaixonados pelos caminhos adversos, que só nos levam para um só destino, o sofrimento.


O sofrimento! Como fizestes o mais duro dos corações chorar em dizer, eu desisto, sou seu? Uma simples palavra amor, está acompanhada com outras de tão forte impacto que minhas veias já não trafegam sangue, mas pensamentos...


Sim pensamento! Diz-me seu nome? Hoje choro sem lhe dizer o porque...
Talvez seja coisa só minha em não lhe dizer que, daria tudo para estar ao seu lado, num simples mergulhar nos seus braços tão ásperos que me cortam, me fazendo sangrar de felicidade, de desejo, tesão... Sou eu o mais honesto dos desonestos, dos pobres homens apaixonados por ti...  

segunda-feira, 19 de novembro de 2012

Uma cor Esbaforida de Pólvora




Sou uma cor esbaforida pela dor dos tumbeiros que nos comiam sem nos dizer o porque...

É pele que se perde numa imensidão da tristeza... já não sei o que sou... Negro? Mulato? Mameluco? Cafuzo? Sou a mistura de dores extraídas da pele dos meus antepassados....

Sou uma cor esmagada pela construção que me consome, se transforma, transforma, cresce, engole os pequenos que já foram grandes... É a arte de escravizar, sois escravos dos mesmos senhores que atuam como no passado, vestidos de bons moços...

Ainda a tempo de não mais se perder diante dos canos frios que ao esbaforir suas pólvoras entram em estado de ebulição...

Hoje são negros amarrados sem cordas... Sem senzala... Presos nas repartições divisórias perdidas numa máquina de fazer destruição em massa...

Até aqui sou negro que saiu do ventre de uma negra... sofrida como peneira, que separa o joio do trigo... É negro que não se encontra dentro de um mundo perdido na ideia de genocídio... Hoje sou negro, sou consciência, necessária para sobreviver numa sociedade que ajudei a construir...
Sou uma cor esbaforida pela dor dos tumbeiros que nos comiam sem nos dizer o porque...

É pele que se perde numa imensidão da tristeza... já não sei o que sou... Negro? Mulato? Mameluco? Cafuzo? Sou a mistura de dores extraídas da pele dos meus antepassados....

Sou uma cor esmagada pela construção que me consome, se transforma, transforma, cresce, engole os pequenos que já foram grandes... É a arte de escravizar, sois escravos dos mesmos senhores que atuam como no passado, vestidos de bons moços...

Ainda a tempo de não mais se perder diante dos canos frios que ao esbaforir suas pólvoras entram em estado de ebulição...

Hoje são negros amarrados sem cordas... Sem senzala... Presos nas repartições divisórias perdidas numa máquina de fazer destruição em massa...

Até aqui sou negro que saiu do ventre de uma negra... sofrida como peneira, que separa o joio do trigo... É negro que não se encontra dentro de um mundo perdido na ideia de genocídio... Hoje sou negro, sou consciência, necessária para sobreviver numa sociedade que ajudei a construir...

domingo, 9 de setembro de 2012

Leituras Através dos Pontinhos.




Na imensidão do livro... Desemborcado pelo romance... Passando pelo drama... Chega a tragédia...

É puro sangue que desse no descompasso do meu paladar... Como consigo? O leio através dos pontinhos que significa algo mais que enxergar...

Já são algumas horas dessa terrível madrugada que não acaba, não chega esse dia tão cansativo que mal espero que acabe...

Um suspiro... Uma leitura... Várias baforadas num charuto que já nem parece exalar um odor aromático... Estou embriagado com alguns copos de um vinho barato... É o que dava para ser comprado..

É pura leitura, já não sei mais que página estou? Sinto-me desesperado... Minha mente deseja continuar... Meus olhos mais do que tudo necessitam de pausa... Quem sabe meses para refletir sobre o que ando lendo...
 
Consome-me sem me dizer para que veio... Suga-me sem me pedir perdão... Pobre leitor... Sou da geração que não está acostumada com inúmeros e inúmeros espaços de concatenações de palavras... Não as entendo... Socorro... Resolvi pedir ajuda ao mais iletrado dos mais humildes...

Então viestes, o mais humilde dos mortais... Tu eis amigo de minha mãe, que já fora minha avó... hoje serve-me como pai...

Ando-me cansado pobre caçador de palavras... Estou fraco, tenho medo de não conseguir se quer terminar esse admirável livro...

Não se preocupe caro jovem das pernas acinzentadas... É sinal que as palavras já te consumiram... Não crie resistência, apenas leia até sua mente se desfazer num submundo, onde só os verdadeiros poetas sabem viver... 

Wagner Maia.

terça-feira, 28 de agosto de 2012

Esperança de Fevereiro... Brilho de Outubro..


 

Flor que se carrega no ventre, nove, oito há quem diga sete meses...

Rosa que se alimenta nos seios, seis, sete, oito, nove, dez, onze, doze... há que diga o dobro...

Luz que se guia, exempla, há quem diga briga... Numa só fala, um beijo mesmo que na face superior no mais incandescente dos olhares...

Rosa que se faz em fevereiro... com muito amor a dois... Expõem para esse mundo de escarnecidos monstros... Um anjo que vem para todos nós em outubro...

Esse último mês, é que se reconhece o quanto estamos frágeis... O quanto somos meigos... o quanto somos bobos, com um simples falar: é meu anjo...

Mesmo sabendo que esse anjo... criastes azas futuramente... Ganhastes o mundo tão grande com suas dimensões bucólicas e malvadas... O que digo para meu anjo? Que nossos becos e ruelas, tens as mais perversas das malvadezas?

Que o príncipe encantado se transformará no mais cruel dos imortais desumanos? Que mesmo sabendo que sois seu único guia...

O mundo de extrema maldade... Quantas primaveras terão que dizer as mais promissoras das falas de ânimos, para que ti vejas mais feliz que a primavera anterior?

Não sabes? Então vos digo, tu és minha rosa de fevereiro, meu brilho de outubro... Tu és minha para sempre, mesmo sabendo que desgarrastes de mim brevemente... 

Wagner Maia da Costa.

sábado, 25 de agosto de 2012

Rosa e Labuta!



Acordado meio sonolento pensando nos próximos passos, rumo ao desespero de simplesmente não conseguir andar mesmo que esteja numa máquina de rodas....

Garganta sufocada, como se existisse algo preso no meu passado que condenasse meu presente e deixar incógnitas para meu desesperado futuro...

Que mundo de desespero é esse que num simples falar oi, perco meu controle, viajo mundo na busca de um simples mau humor, que me alimenta... Sufoca-me... Não é sexo... Já não tenho mais força... Não é desejo... Já não tenho pele.. O que é então? 

É algo desgraçado que me consome.. Transformando-me  num zumbi. Desencarnado pelos monstros que jamais estiveram sobre meu controle...  

Sim caro mortal é mais do que isso... É troço duradouro... Jamais fora embora... Todos dizem que estou errado... Não me importa, sigo nesse caminho que eu mesmo acho que não tem volta...

Já pensei que fosse melhor um de nós morrer... perdoa-me Pai de todos nós... Não sei o que digo... Dissestes para mim que jamais me abandonaria... Não confio mais em ti...

Somente no meu desespero... prestes a fazer algo tão mortal quanto colocar uma rosa na labuta de um assassino desenfreado, que é tão frio, sua pele já não soa, mesmo que esteja escaldado pelo desespero do dia- dia...

Wagner Maia da Costa....


sábado, 18 de agosto de 2012

Entre uma Dor e um Encanto. Entre o Samba e a Solidão!


Ancorado num tempo... Perdido entre as perdas e o que me resta...

Laços de negra, negra é... Não me escondo também não me faças declarar um amor escondido entre os dedos de uma paixão e uma solidão repentina...

Eterna perda que me fazes acordar antes do brilhar ensolarado, para que eu me sustente... Não tenho mais seus conselhos... Mas guardo os que ainda recordo...

Uma legião de eternos desencarnados que se foram e nos deixaram um cheiro de compaixão; ternura e muita saudade...

Por isso digo, negra não se encolha... lute, pois o brilho dos seus olhos encanta o mais puro dos inocentes e o mais malvado dos destemidos...

Assim, rasgada numa nuvem de belos pés de samba... sente-se como se estivesse nas mais belas das montanhas ao ouvir tal gênero musical...

Pobres sambistas... Esses rã, não conhecem o encanto dessa bela sambista que por de trás de excesso de melanina, se esconde a mais calma das vozes rocas e a mais bela das amizades cotidianas...

Ando pelos seus passos... Olho pelos seus olhos... choro pelo seu coração... Sorrio Pelos seus sorrisos... Obrigado por cada passo, olhares e sorrisos eternos, mesmo que sua carne não estiver entre nós...

Wagner Maia dedicado a querida amiga Juliana Angelo...



terça-feira, 7 de agosto de 2012

Um olhar desnudo, estremece meus poros!


UM blues de trilha sonora, enquanto tu me desnuda com seu olhar...
Vou suave ao teu encontro, para juntar nossas chamas e fazer um lindo alvorecer...
Se me olhas de jeito incandescente, estremece meus poros, lacrimejando suor...

Uma mistura de odor e desejo de vê-la cada vez mais desnuda na minha frente... Que pena, meus olhos tampados com algumas cataratas... fecham-se quando ver um vulto...

Se meus desejos de tê-la sobre meus ombros, dar-me criatividade de escarnecer minhas mãos, com trabalho manual de todos os operários de uma pobre fábrica...

Deve ser porque sua pele bronzeada dar inspiração a quaisquer sujeitos desengonçados... perdidos pelas leis da metafísica que não os deixam transcender entre o mundo do desejo e o da realidade...

Pobre homem com pele marota... Mãos sofredoras, mente doentia... Muitos dizem que é amor, outros loucura... Mas, todos admitem, é desejo.. 


   
Tatiana Costa, Wagner maia

domingo, 5 de agosto de 2012

O que diria, quem nada diz?


Pensando nas agruras de uma fissura, que se virá-la se transforma num começo desesperador...

Pensado num grito desesperador... Pensando numa fala incandescente... Pensado num silêncio que nos aprisiona e nos transforma em seres apolíticos... 

Aaaaa, o que diria os mudos com suas falas particulares, se comunicam e se expressam nessa imensidão das falas confusas?

O que diria os artistas... com suas expressões cada vez mais restritas ao seu meio... Ó meu santo, porque não os entendemos? Talvez precisamos de novos representantes....

O que diria as crianças, na imensidão dos mares tentam encontrar forças para tirar toda água daquela bacia sem fim?

O que diria os loucos... com suas atitudes que nem eles mesmos as entendem?

O que diria os acadêmicos, com suas verdades que a todo o momento estão sendo desmascaradas?

Aaaa, o que diria os poetas... Esses que só pregam mentiras... Deve ser por isso, que todos acreditam neles...

Aaaa, o que diria... das mentiras... que quando falada carinhosamente eu acredito? O que diria seu silêncio que num só olhar eu a entendo? O que diria meu futuro se nem sei se estou vivo no presente? Ele diria, olhe os passos, pois só eles os levará para o céu, ou para o inferno... 

Wagner Maia 




quarta-feira, 1 de agosto de 2012

Aprecio Seus Passos, Através de Seus Sorrisos!



Que passos têm, que não ando mesmo me movimentando?

Movimento? Não ando faz meses... Não falo faz dias...Não como faz horas... Não beijo faz tempo...Olha que os candidatos aparecem e desaparecem a todo o momento...

Pronto cheguei num caminho em que os descaminhos me maltratam... Desencantam-me... Andarei para qual rua, se todas tem um mesmo fim e sentido?

Se meus passos me embaralham, então me guiarei pelos passos daqueles que têm nos passos, os descompassos dos desalienados carinhosos...

Hora senhorita do sorriso encantador... Eu como homem lhe digo, guia-se pelos meus passos, pois só eles tem um descompasso amoroso...

Olha só, quantas audácias... Como encantar quem me encanta só com um simples sorriso... Um simples andar... Um simples dizer... Oi querido?

Bom, não sei responder essas perguntas... Sei que um encanto só tem encanto, se os demais encantadores se encantarem com os encantos da vida... Por isso que me encanto com seu sorriso simples, mas especial... 

Wagner Maia...