Tifli Camarada Camarão

Pichação no Rio de Janeiro

Tifli camarada Camarão

Roda Cultural

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sábado, 12 de maio de 2012

“Estamira” Documentário.


Estamira, uma mulher como muitas nesse país de dimensões gigantescas, e que  guarda todos os complexos de uma sociedade marcada na contradição.

Abusada quando criança, vive no submundo da qual a mesma chama de seu lugar predileto. Aprendeu a viver em locais onde a dita higiene passa por muito longe.

Estamira, mulher ser humano, gente, catadora de lixo, lúcida, criativa, maluca, certa, errada, mas acima de tudo personagem de muitas caras nesse país complexo.

sexta-feira, 4 de maio de 2012

" PÁGINAS DE TINTA ": Entrevista com NERO

" PÁGINAS DE TINTA ": Entrevista com NERO: Blog trás hoje um representante da geração 2000, que não foi o mesmo que pois fogo em Roma, mas está incendiando a cidade.  Qual seu xarpi?...

sábado, 21 de abril de 2012

Se Eu não Rabisco, Eu os Fotografo!!!


A cidade já não me encanta com suas obras faraônicas muito menos, pela sua arquitetura.  Quem olha de seu rodapé se perde pela imensidão.
Hoje meus olhares estão direcionados, aos códigos vistos nos muros, marquises, monumentos etc. Dando vida a esses lugares esquecidos pela população.
Esses códigos hora vistos por boa parte da sociedade como vandalismo, hora vistos como rebeldia. Esses que me encanta pela sua sutileza, suas arestas retas e sua forma de conduzir as letras com todo cuidado de não borrar.
A arte de rabiscar esses lugares inusitados, remete aos seus atores uma espécie de adrenalina, coragem e um enorme prazer em dar seus Roles pela cidade, que dorme ao anoitecer e vive ao amanhecer.
Esses códigos, extrapolaram a grande metrópole e chegaram nas mais calmas das cidades. Traz elementos novos para esses cenários nem sempre conhecedores desses códigos.
A noção do que é liberado, e do que é proibido, nem sempre leva em consideração sua estética, mas um poder intrínseco nas arestas das sociedades. A arte, é mais do que permissão, ela é uma espécie de transgressão misturada com prazer individual e coletivo.
 
Por: Wagner Maia da Costa.


sexta-feira, 20 de abril de 2012

O Desencanto da Cidade


A cidade já não me encanta mais com sua arquitetura gigantesca, menos ainda, obras faraônicas que nossos governantes tentam empurra-las para as pessoas. 
Hoje, a cidade me encanta pelos seus códigos, expressados pelas paredes, marquises e outros lugares que mal se pode imaginar como foram postos ali.

A cidade é feita de reversos, formada pelo relevo da discriminação, está a todo o momento sendo construída e destruída num intenso maremoto de atitudes, sejam essas, boas ou ruins.

Essa cidade nos afoga com seus cadáveres postos pelas calçadas, e que mal podem comer seu pão deixado pelos trabalhadores indo para seus ambientes de escravidão moderno.
Os códigos estão nesse ambiente inóspito, afirmando que existem artistas que sobrevivem e expressam suas artes, tão estigmatizadas pela sociedade.




Por: Wagner Maia da costa

sexta-feira, 13 de abril de 2012

Operação Mão no Peito!


Acostumado com trajetos de minha casa até a Faculdade, vendo os arranhas céus e a favela da Mangueira que corta a cidade com sua paisagem única.
O Semaforo já não me incomoda, sei quando é para seguir, quando para ficar ou até mesmo quando passá-lo em seu momento de sinal vermelho.

Pois bem, próximo da Universidade, um acontecimento me deixou um pouco frustrado ou até mesmo, sem saber o que fazer.

Indo em direção a UERJ, quando em minha direção contrária veio uma mulher, aparentemente bem aperfeiçoada, com trajes que ninguém suspeitaria que seria, não sei dizer preconceituosa, ou assustada por ter um negro vindo em sua direção.

Ma sua ação me aguçou uma discussão sobre antecipação da criminalização do negro.

A mesma quando próxima de mim, colocou sua mão ao peito para que seu cordão fosse protegido. O fato de está perto de um negro, pode lhe causar um pouco de medo, ou até mesmo, cobiçá-la a tomar algumas atitudes para que seus pertences sejam protegídos.

Fato é que, imaginar que existe negro que em seu momento de desespero cometem furtos é bem comum em uma cidade como a do Rio de Janeiro, o porém, é associar negro a ladão, trambadinha, marginal (esses apelidos nada legal) e que cujo a probabilidade do mesmo me roubar é grande.

Essa antecipação da criminalização, parece ser um problema cultural de nosso país e pricípalmente de nosso Estado, cujo as ações de quem deveria sanar esse problema deixam a desejar.

Ser negro não necessáriamente significa ser uma pessoa a margem da lei, mas parece que a sociedade não os encara dessa forma, e quanto mais os ver longe do sociabilidade da cidade, mais essa última se sente confortável.

Por: Wagner Maia da Costa.

segunda-feira, 26 de março de 2012

Uma Sociedade que Clama por uma Luta Pedagógica!


Meus trabalhos recentes provaram-me que a sociedade clama por uma luta pedagógica, isso não se trata de bons doutores nas diferenciadas áreas acadêmicas.

A sociedade clama por uma mudança que se extrapola num dia-dia quase que continuo. As queixas partem das pessoas mais simples e se dissolvem nos lares mais humildes da mais pacata cidade do interior. Sua luta, é por um ir e vir do trabalho seguro, e de que seus lares estão cobertos por uma harmonia de saberes exemplares.

Seus filhos clamam por uma boa escola, uma boa referência cultural. Algo que os tiram de um beco enclausurado e que os fazem pensar que seu dia-dia é uma construção continua e crítica.

Uma fala nas minhas últimas pesquisas, mostrou-me que a sabedoria, pode vir do mais culto doutor, até o mais humilde analfabeto. Este último que se enquadra nos submundos dos anormais, perante a sociedade excluidora, de vez em quando dar lição de moral a esta última, e mostrando-a que seu saber deve ser encorporado aos demais pensamentos.

As pesquisas podem nos mostrar muito da nossa sociedade, desde a alta taxa de analfabetismo, até um preconceito que é velado no simples dizer “Aqui nós não temos isso!” Essa regra soa como um denominador comum para desmistificarem as pesquisas e as enquadrarem num monte de papel que trás o superficial da sociedade.

Mas por outro lado, os ensinamentos do dia-dia, podem nos trazer bons frutos de um trabalho que ao meu ver deve ser pedagógico e continuo. Se a sociedade torna seus preconceitos velados num simples dizer “Isso aqui não tem!”, a mesma pode desfazer esse casulo criado por todos nós indivíduos que a compõem. Esse trabalho mais que pedagógico, deve ser estendido em cada rua e praça, para que possamos refletir em que sociedade estamos e em que momentos chegamos.

Por: Wagner Maia da Costa.

quinta-feira, 8 de março de 2012

Num dia Expressivo sendo Tratadas como Personificação de um Objeto de Desejo.


No dia internacional da mulher que deve realçar as lutas que vão desde Rosa luxemburgo, até Dona Maria que viu sua casa sendo destroçada por uma avalanche no Morro do bumba, assim como tantas outras mulheres que sofrem no dia dia e mesmo assim, vivem lutando para um mundo menos escroto, é o tempo todo caricaturado.

A televisão insiste em mostrar uma mulher de biquine, e com ares carnavalescos como representação. Deixa-se bem claro que sou um amante do carnaval, o que se deve ater é numa leitura crítica da personificação imagética do carnaval como representação da pátria e sendo assim das mulheres brasileiras como sendo o carnaval em pessoa.

As vicissitudes de uma garra que ultrapassa nossos nove meses no máximo até o nascimento do prodígio filho que a mesma o tratará como jóia rara, independente do que esse último faça, não é reconhecida por uma sociedade que cai num esquecimento imagético do momento.

Os atropelos que vão desde uma agressão do seu conjugue até um ensinamento ortodoxo que as enquadram como sendo "boas moças" e para as que ultrapassam essas barreiras são chamadas de possível "safadas", "fácil", entre outros apelidos que se entenderia por uma sociedade extremamente machista e preconceituosa. A mulher e principalmente a brasileira em "pesquisa recente, é a mais otimista do mundo", isso deve ser encarado com bastante brilho, se não esquecermos dos excessos de transtornos que as mesmas vem passando ao longo de um histórico percurso que ultrapassa séculos.


A imagem da mulher não deve estar enquadrada num só ar de luta, agressividade com as durezas da vida, muito pelo contrário deve-se realçar também outra lado de tantas que com sua delicadeza, sem deixar de serem bravas, permanecem encantadoras, onde num simples passar de batom se transformam numa musa expressiva, isso no nosso imaginário, pois as que não passam os famosos produtos estéticos conseguem reter o mesmo brilho. Seu não esquecimento quanto guerreira e formosura talvez seja nossa principal assimilação quando tentamos lembrar de um rosto feminino e querido por todos nós.
Portanto, as datas podem ser um mero clique de um dia como outro, mas também podem expressar o que temos de mais valioso e nem por isso, os tratamos como devem. as mensagens ultrapassam barreiras, que vão desde um ser vaidoso até o mais simples do interiorano. As formas de homenagea-las podem ser diferenciadas, mas a clareza de que precisamos olha-las como admiradores e companheiros em prol de uma luta que talvez seja pedagógica, mas sem deixar de ser prazerosa.

quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

Minhas viagens pela terra amada



Minhas viagens curtas pela cidade de Saquarema. Logo percebo que meu olhar mais aguçado estava à procura de algo que me impressionasse, e que me aguçasse as iniciativas da escrita.
Ao longo da viagem não percebi a tão sonhada diferença, o que me faria saltar os olhos.
Quase no final da viagem, como um bom estudante de sociologia não desanimei com minha investida.
Ao pegar o ônibus e retornar para casa, as relações que se processam num universo em que os indivíduos são lesados e por isso, procuram seus direitos ocorreu no meio da viagem.
Ao dar duas voltas quase que sem necessidade no entorno da cidade o motorista recebeu os votos de indignação de alguns passageiros, principalmente uma mulher de aproximadamente 50 anos. Segue a insatisfação da referida mulher....

Fala da mulher: “Nós não somos otários motorista, e nem cachorros.”
Fala de outra mulher que acompanhava a primeira: “É isso mesmo não somos cachorros.”
Fala da primeira mulher: “Querem nos fazer de ratos, mas nós não queremos”
Segue a última: “O prefeito quer fazer obras para turista ver, e não para a população de Saquarema.”
O saldo dessa discussão, uma mulher enfurecida lutando pelos seus direitos, um motorista sem ter o que fazer, pois estava obedecendo a ordens, eu seguindo meu percurso de viagem, e as melhorias no transporte público de Saquarema não chegara até aquele referido momento.

Wagner Maia.

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Os Códigos Que Se Ver Pelas Calçadas.


Minha caminhada pela cidade metropolitana e na busca pelos códigos nela estampados. Nas placas de sinais de trânsito, vejo que hora posso seguir que hora devo permanecer parado.

Pelas calçadas, vejo as placas de sinalizações que indicam quais ruas, estabelecimentos e outros pontos diferentes que nos torna mais eficientes nos destinos procurados.
Nas placas das universidades, tenho a noção se é pública ou privada, de boa ou má qualidade, se tem professores reconhecidos ou nem tanto. Os códigos servem para esconder as reais situações engendradas nesses ambientes.  
  
Os códigos são expressões de uma sociedade cada vez mais manipuladas pelos enigmas que escondem um amplo conteúdo desses possuidores de códigos.

No entanto, há de se dizer que possuem códigos que devem ser combatidos. Esses códigos variam de tempo em tempo. Fora o grafite nas décadas passadas, assim com a capoeira no século XIX. Hoje se têm como combate a pichação.
Os motivos desses combates estão na relação de depredação do patrimônio público, ou e do privado. 



Esses códigos mais do que sujarem a cidade, a transforma numa caverna do século XXI. Pois bem, traçar-se-á as contribuições desses códigos que a todo o momento tentam combater uma ditadura da estética da beleza, estampada em suas marcas e sensações de insuficiência da população em usufruir dos códigos naturais da cidade.

As pichações mais do que fugir desses códigos, criam novos códigos que muitos desses podem ser entendidos pelo público exterior, outros de cunho extremamente de entendimento dos pichadores.

Mais do que fugir dessa estética, é dar possibilidade de vermos novas estéticas expressadas pela cidade e seus arredores.

A cidade precisa saber conviver com seus códigos que nada mais são que as complexidades de sua existência, mais do que material, escondem as contradições simbólicas das relações sociais de hierarquias.








Wagner Maia da Costa

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Entre o Público e o Privado.


Hoje acordei pensando que os setores públicos fossem melhores que os privados.
Pobre homem que seu idealismo já extrapola todas as relações de desigualdades na sociedade. Pensa que estas, podem ser desfeitas.
Há rica desigualdade, é você que transforma os laços de solidariedade numa relação de correlação de forças.
As estruturas de hierarquias, presentes nas mais calmas das facetas da sociedade, está a cada momento crescendo e nos tornando indivíduos escrupulosos.
Pobres setores da saúde, transporte, educação, que não recebem seus investimentos a altura, ou uma vez recebendo seus gestores tratam de usufruir as mais perversas formas ilícitas.
Crianças, jovens, idosos, a que os restam, é uma tentativa de questionamento, onde muitas das vezes são inquietadas pelos grandes gestores de comunicação.
Aos povos dos setores periféricos, os resta uma exclusão de cunho extremamente perverso, e que os setores da alta elite acham perfeito colocar essas populações em constantes estigmas.
Há pobres populações... Há pobres populações... Há pobres populações. Lamentamos ou lutaremos contra essas atrocidades... Há pobres populações...     

Wagner Maia