Tifli Camarada Camarão

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Roda Cultural

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terça-feira, 31 de julho de 2012

Os Matutos Acadêmicos, ou Acadêmicos Analfabetos?



Por que me criticas... Têm-se as mesmas capacidades de um Gramático?

Por que dizes que seu português, inglês ou quem sabes Alemão, é melhor do que meu simples falar caipira?

Por que, para se sair melhor com os que iguais a ti, querem cada vez mais se sentir melhores ao verem uma fala não se enquadrar aos moldes dos que execram a diversidade?

Se as palavras dos poetas fossem perfeitamente enquadradas nos mais perfeitos ou errados moldes da ortografia, perderíamos o encanto do falar poético.

Óoooo, matuto das falas acadêmicas... Pensa que eis melhor, só porque sabes colocar uma vírgula ou até mesmo uma pontuação... esquece-se das acomodações gramaticais que temos, no nosso dia-dia, e na luta permanente.

Felizes são as crianças... que falam tudo errado... mas certo e houve tudo certo mas errado... e não esquentam com erros gramaticais... muito menos em se enquadrar no mundo desiludido dos adultos...

Óoooo como felizes são vocês futuros enclausurados nas falas matutas, dos acadêmicos analfabetos...

Wagner Maia....

domingo, 22 de julho de 2012

Poetas somos todos nós, ou Todas nós. Nos Terrenos (vadio) Poético.



Vai que poetas e poetisas somos todos nós, que entre agruras e abortos de sonhos, florescem cactos com flores...
Que não adocicam seus cantos, por meros sonhos rotos.
poesias desembocam, em oceanos tempestivos e despertam seres que se (desafiam) a serem humanos.
Vides que poetas somos todos nós que saímos nas madrugadas, antes do período efervescente do sol. Que chegam aos seus trabalhos às vezes, mais degradantes que cansativos.
Se poetas somos todos nós ou todas nós que ficamos felizes em receber 25 centavos para comprar um monte de balas na birosca mais próxima.... Que gloria nossa meninice, dois, três, quatro ou até cinco, seis, sete anos de idades.
Mas poetas somos todas nós que aguentamos um dia de trabalho e no fim do mesmo, lutamos contra os abusos, dos que iguais a nós sofrem com os meios que nos locomovem de um canto a outro....
Poetas somos todas nós que ao ver um ente querido, sendo esbaforido, com pólvoras que não as de São João... mas as que saem de um cano às vezes longo outros curtos... Sem entender debruçamo-nos sobre os copos daqueles que amamos...
Poetas somos todas nós, que sem pensar, ou pensando até as últimas consequências, gritamos, chega de esbaforir sobre Minha etnia... Minha cor... Minha classe.. Essas pólvoras malditas, Chegaaaaaaaaaaaa.....
Poetas somos todos nos, que se diz poetas, pela escrita e que fazem dessa, seu meio de vida... Ora se o filósofo disse que todos nós somos filósofos, porque não todos nós sermos poetas?
Poetas somos todas nós que queremos que do nosso corpo saia um fruto que será amado até nossas últimas consequências... Mas poetas somos todas nós que queremos adotar esse mesmo ente que se encontra perdido ou escondido nas casas de proteção... Ou até mesmo as que não querem ter frutos, mas glorificam os que pode ver diante de seus olhos...
Assim... poetas somos todos nós que se diz poetas... e que faz da poesia uma poesia sem precisar ser poeta... mas já sendo poeta...poetas somos todos nóoooooossssssssssss.
Tatiana Costa e Wagner Maia. 
 

sexta-feira, 20 de julho de 2012

Uma Paixão Boba, mas Escondida!




 
Se não lhe conto que sou apaixonado por você, deve ser porque tenho medo de perdê-la....

Se por ventura penso nas suas falas ou carinho, deve ser porque tenho muitos desejos por ti...

Não choro para não ser chamado de bobo... O, que bobeira minha de ter medo de ser chamado de bobo...

Bobo embasbacado pela sua fala, sorriso, andar, etcccccc...

Meu amor, estar escondido esperando a hora certa para comunicar-lhe sobre sua força que cresse em nível aritméticos...

Assim, sou aquele homem que é apaixonado, carente, mas consciente no que devo falar e o que não devo...

Mas que homem bobo sou eu que não falo a verdade e que escondo meus sentimentos... É, sou eu, homem bobo mas apaixonado como qualquer dos falastrões da vida alheia....  


Wagner Maia da Costa.

quinta-feira, 19 de julho de 2012

A Imperfeição dos Homens



Pobre homem que pensava que suas vestes eram mais perfeitas que o mais calmo dos caipiras...

Oooooo Homem fraco, pensa que seus sentimentos jamais podem ser expostos...

Chorar nem pensar.. é coisa de homem frouxo...

Triste homem que esconde seus sentimentos por causa do machismo exacerbado...

Tocar-se nas flores, deve ser porque estou podando-a... acariciá-la, deve ser para espantar os bichos... Se der para um ente querido, deve ser porque meu receptor é agricultor...

Pobre homem que esconde seus sentimentos, mas consegue maltratar seu mais inocente filho, ou o mais querido dos companheiros ou companheiras...

Pobre Homem que com seus versos se esconde para não lutar pelos seus desejos...

Se vires homens com esses defeitos... é porque estamos na incompletude da vida....

Wagner Maia da Costa....

domingo, 13 de maio de 2012

Mãe, Independente do Tamanho, Ela é Superiora



Quando pequeno espelhava-me na minha mãe por diversos motivos, saia cedo para o trabalho, quando chegava tinha que trabalhar duas vezes para dar conta de todos nós crianças levadas.
Na medida que fui crescendo, passei a admirá-la, mas por outros motivos que não a dos trabalhos excessivos, mas pela luta incessante de uma mulher negra, pobre e mãe de mais de três filhos. A luta era para desfazer as impressões que muitos que até nos admiravam tinha sobre nós. “Esses serão bandidos, Esses serão ninguém”.
Hoje, após uma vivência relativamente consolidada, percebo que as lutas de nossas mães serão intermináveis em prol de seus filhos, que por muitos não fazem ou não tiveram a oportunidade de fazer por onde.
Contrariamente ao senso comum, mãe é mais que uma, se transforma em muitas para proteger o que a mesma tem de mais valioso, seu prodígio filho. Para todas as mães inclusive é claro a minha, que esse dia seja mais um de tantos outros que virão. Parabéns a todas as mães do mundo. Fica aqui um singelo agradecimento. 

Wagner Maia da Costa.

sábado, 12 de maio de 2012

“Estamira” Documentário.


Estamira, uma mulher como muitas nesse país de dimensões gigantescas, e que  guarda todos os complexos de uma sociedade marcada na contradição.

Abusada quando criança, vive no submundo da qual a mesma chama de seu lugar predileto. Aprendeu a viver em locais onde a dita higiene passa por muito longe.

Estamira, mulher ser humano, gente, catadora de lixo, lúcida, criativa, maluca, certa, errada, mas acima de tudo personagem de muitas caras nesse país complexo.

sexta-feira, 4 de maio de 2012

" PÁGINAS DE TINTA ": Entrevista com NERO

" PÁGINAS DE TINTA ": Entrevista com NERO: Blog trás hoje um representante da geração 2000, que não foi o mesmo que pois fogo em Roma, mas está incendiando a cidade.  Qual seu xarpi?...

sábado, 21 de abril de 2012

Se Eu não Rabisco, Eu os Fotografo!!!


A cidade já não me encanta com suas obras faraônicas muito menos, pela sua arquitetura.  Quem olha de seu rodapé se perde pela imensidão.
Hoje meus olhares estão direcionados, aos códigos vistos nos muros, marquises, monumentos etc. Dando vida a esses lugares esquecidos pela população.
Esses códigos hora vistos por boa parte da sociedade como vandalismo, hora vistos como rebeldia. Esses que me encanta pela sua sutileza, suas arestas retas e sua forma de conduzir as letras com todo cuidado de não borrar.
A arte de rabiscar esses lugares inusitados, remete aos seus atores uma espécie de adrenalina, coragem e um enorme prazer em dar seus Roles pela cidade, que dorme ao anoitecer e vive ao amanhecer.
Esses códigos, extrapolaram a grande metrópole e chegaram nas mais calmas das cidades. Traz elementos novos para esses cenários nem sempre conhecedores desses códigos.
A noção do que é liberado, e do que é proibido, nem sempre leva em consideração sua estética, mas um poder intrínseco nas arestas das sociedades. A arte, é mais do que permissão, ela é uma espécie de transgressão misturada com prazer individual e coletivo.
 
Por: Wagner Maia da Costa.


sexta-feira, 20 de abril de 2012

O Desencanto da Cidade


A cidade já não me encanta mais com sua arquitetura gigantesca, menos ainda, obras faraônicas que nossos governantes tentam empurra-las para as pessoas. 
Hoje, a cidade me encanta pelos seus códigos, expressados pelas paredes, marquises e outros lugares que mal se pode imaginar como foram postos ali.

A cidade é feita de reversos, formada pelo relevo da discriminação, está a todo o momento sendo construída e destruída num intenso maremoto de atitudes, sejam essas, boas ou ruins.

Essa cidade nos afoga com seus cadáveres postos pelas calçadas, e que mal podem comer seu pão deixado pelos trabalhadores indo para seus ambientes de escravidão moderno.
Os códigos estão nesse ambiente inóspito, afirmando que existem artistas que sobrevivem e expressam suas artes, tão estigmatizadas pela sociedade.




Por: Wagner Maia da costa

sexta-feira, 13 de abril de 2012

Operação Mão no Peito!


Acostumado com trajetos de minha casa até a Faculdade, vendo os arranhas céus e a favela da Mangueira que corta a cidade com sua paisagem única.
O Semaforo já não me incomoda, sei quando é para seguir, quando para ficar ou até mesmo quando passá-lo em seu momento de sinal vermelho.

Pois bem, próximo da Universidade, um acontecimento me deixou um pouco frustrado ou até mesmo, sem saber o que fazer.

Indo em direção a UERJ, quando em minha direção contrária veio uma mulher, aparentemente bem aperfeiçoada, com trajes que ninguém suspeitaria que seria, não sei dizer preconceituosa, ou assustada por ter um negro vindo em sua direção.

Ma sua ação me aguçou uma discussão sobre antecipação da criminalização do negro.

A mesma quando próxima de mim, colocou sua mão ao peito para que seu cordão fosse protegido. O fato de está perto de um negro, pode lhe causar um pouco de medo, ou até mesmo, cobiçá-la a tomar algumas atitudes para que seus pertences sejam protegídos.

Fato é que, imaginar que existe negro que em seu momento de desespero cometem furtos é bem comum em uma cidade como a do Rio de Janeiro, o porém, é associar negro a ladão, trambadinha, marginal (esses apelidos nada legal) e que cujo a probabilidade do mesmo me roubar é grande.

Essa antecipação da criminalização, parece ser um problema cultural de nosso país e pricípalmente de nosso Estado, cujo as ações de quem deveria sanar esse problema deixam a desejar.

Ser negro não necessáriamente significa ser uma pessoa a margem da lei, mas parece que a sociedade não os encara dessa forma, e quanto mais os ver longe do sociabilidade da cidade, mais essa última se sente confortável.

Por: Wagner Maia da Costa.