domingo, 22 de julho de 2012
Poetas somos todos nós, ou Todas nós. Nos Terrenos (vadio) Poético.
Vai que poetas e poetisas somos todos nós, que entre agruras e abortos de
sonhos, florescem cactos com flores...
sexta-feira, 20 de julho de 2012
Uma Paixão Boba, mas Escondida!
Se não lhe conto que sou apaixonado por você, deve
ser porque tenho medo de perdê-la....
Se por ventura penso nas
suas falas ou carinho, deve ser porque tenho muitos desejos por ti...
Não choro para não ser
chamado de bobo... O, que bobeira minha de ter medo de ser chamado de bobo...
Bobo
embasbacado pela sua fala, sorriso, andar, etcccccc...
Meu amor, estar escondido
esperando a hora certa para comunicar-lhe sobre sua força que cresse em nível
aritméticos...
Assim, sou aquele homem que
é apaixonado, carente, mas consciente no que devo falar e o que não devo...
Mas que homem bobo sou eu que não falo a verdade e que
escondo meus sentimentos... É, sou eu, homem bobo mas apaixonado como qualquer
dos falastrões da vida alheia....
quinta-feira, 19 de julho de 2012
A Imperfeição dos Homens
Pobre homem que pensava que
suas vestes eram mais perfeitas que o mais calmo dos caipiras...
Oooooo Homem fraco, pensa
que seus sentimentos jamais podem ser expostos...
Chorar nem pensar.. é coisa
de homem frouxo...
Triste homem que esconde
seus sentimentos por causa do machismo exacerbado...
Tocar-se
nas flores, deve ser porque estou podando-a... acariciá-la, deve ser para
espantar os bichos... Se der para um ente querido, deve ser porque meu receptor
é agricultor...
Pobre homem que esconde seus
sentimentos, mas consegue maltratar seu mais inocente filho, ou o mais querido
dos companheiros ou companheiras...
Pobre Homem que com seus
versos se esconde para não lutar pelos seus desejos...
Se vires homens com esses
defeitos... é porque estamos na incompletude da vida....
Wagner Maia da Costa....
domingo, 13 de maio de 2012
Mãe, Independente do Tamanho, Ela é Superiora
Quando pequeno espelhava-me
na minha mãe por diversos motivos, saia cedo para o trabalho, quando chegava
tinha que trabalhar duas vezes para dar conta de todos nós crianças levadas.
Na medida que fui crescendo,
passei a admirá-la, mas por outros motivos que não a dos trabalhos excessivos,
mas pela luta incessante de uma mulher negra, pobre e mãe de mais de três
filhos. A luta era para desfazer as impressões que muitos que até nos admiravam
tinha sobre nós. “Esses serão bandidos, Esses serão ninguém”.
Hoje, após uma vivência
relativamente consolidada, percebo que as lutas de nossas mães serão
intermináveis em prol de seus filhos, que por muitos não fazem ou não tiveram a
oportunidade de fazer por onde.
Contrariamente ao senso
comum, mãe é mais que uma, se transforma em muitas para proteger o que a mesma
tem de mais valioso, seu prodígio filho. Para todas as mães inclusive é claro a
minha, que esse dia seja mais um de tantos outros que virão. Parabéns a todas as
mães do mundo. Fica aqui um singelo agradecimento. Wagner Maia da Costa.
sábado, 12 de maio de 2012
“Estamira” Documentário.
Estamira,
uma mulher como muitas nesse país de dimensões gigantescas, e que guarda todos os complexos de uma sociedade
marcada na contradição.
Abusada
quando criança, vive no submundo da qual a mesma chama de seu lugar predileto.
Aprendeu a viver em locais onde a dita higiene passa por muito longe.
Estamira,
mulher ser humano, gente, catadora de lixo, lúcida, criativa, maluca, certa,
errada, mas acima de tudo personagem de muitas caras nesse país complexo.
sexta-feira, 4 de maio de 2012
" PÁGINAS DE TINTA ": Entrevista com NERO
" PÁGINAS DE TINTA ": Entrevista com NERO: Blog trás hoje um representante da geração 2000, que não foi o mesmo que pois fogo em Roma, mas está incendiando a cidade. Qual seu xarpi?...
sábado, 21 de abril de 2012
Se Eu não Rabisco, Eu os Fotografo!!!
A cidade já não me encanta com suas obras faraônicas muito
menos, pela sua arquitetura. Quem olha
de seu rodapé se perde pela imensidão.
Hoje meus olhares estão direcionados, aos códigos vistos
nos muros, marquises, monumentos etc. Dando vida a esses lugares esquecidos
pela população.
Esses códigos hora vistos por boa parte da sociedade como
vandalismo, hora vistos como rebeldia. Esses que me encanta pela sua sutileza,
suas arestas retas e sua forma de conduzir as letras com todo cuidado de não
borrar.
A arte de rabiscar esses lugares inusitados, remete aos
seus atores uma espécie de adrenalina, coragem e um enorme prazer em dar seus
Roles pela cidade, que dorme ao anoitecer e vive ao amanhecer.
Esses códigos, extrapolaram a grande metrópole e chegaram
nas mais calmas das cidades. Traz elementos novos para esses cenários nem
sempre conhecedores desses códigos.
A noção do que é liberado, e do que é proibido, nem sempre
leva em consideração sua estética, mas um poder intrínseco nas arestas das
sociedades. A arte, é mais do que permissão, ela é uma espécie de transgressão
misturada com prazer individual e coletivo.
Por: Wagner Maia da Costa.
sexta-feira, 20 de abril de 2012
O Desencanto da Cidade
A cidade já não me encanta mais com sua arquitetura
gigantesca, menos ainda, obras faraônicas que nossos governantes tentam
empurra-las para as pessoas.
Hoje, a cidade me encanta pelos seus códigos,
expressados pelas paredes, marquises e outros lugares que mal se pode imaginar
como foram postos ali.
A cidade é feita de reversos, formada pelo relevo da
discriminação, está a todo o momento sendo construída e destruída num intenso
maremoto de atitudes, sejam essas, boas ou ruins.
Essa cidade nos afoga com seus cadáveres postos
pelas calçadas, e que mal podem comer seu pão deixado pelos trabalhadores indo
para seus ambientes de escravidão moderno.
Os códigos estão nesse ambiente inóspito, afirmando
que existem artistas que sobrevivem e expressam suas artes, tão estigmatizadas pela
sociedade.
Por: Wagner Maia da costa
sexta-feira, 13 de abril de 2012
Operação Mão no Peito!
Acostumado com trajetos
de minha casa até a Faculdade, vendo os arranhas céus e a favela da
Mangueira que corta a cidade com sua paisagem única.
O Semaforo já não me
incomoda, sei quando é para seguir, quando para ficar ou até mesmo
quando passá-lo em seu momento de sinal vermelho.
Pois bem, próximo da Universidade, um acontecimento me deixou um pouco frustrado ou até
mesmo, sem saber o que fazer.
Indo em direção a UERJ,
quando em minha direção contrária veio uma mulher, aparentemente
bem aperfeiçoada, com trajes que ninguém suspeitaria que seria, não
sei dizer preconceituosa, ou assustada por ter um negro vindo em sua
direção.
Ma sua ação me aguçou
uma discussão sobre antecipação da criminalização do negro.
A mesma quando próxima
de mim, colocou sua mão ao peito para que seu cordão fosse
protegido. O fato de está perto de um negro, pode lhe causar um
pouco de medo, ou até mesmo, cobiçá-la a tomar algumas atitudes
para que seus pertences sejam protegídos.
Fato é que, imaginar que
existe negro que em seu momento de desespero cometem furtos é bem
comum em uma cidade como a do Rio de Janeiro, o porém, é associar
negro a ladão, trambadinha, marginal (esses apelidos nada legal) e que cujo a probabilidade do
mesmo me roubar é grande.
Essa antecipação da
criminalização, parece ser um problema cultural de nosso país e
pricípalmente de nosso Estado, cujo as ações de quem deveria sanar
esse problema deixam a desejar.
Ser negro não
necessáriamente significa ser uma pessoa a margem da lei, mas parece
que a sociedade não os encara dessa forma, e quanto mais os ver
longe do sociabilidade da cidade, mais essa última se sente
confortável.
Por: Wagner Maia da
Costa.
segunda-feira, 26 de março de 2012
Uma Sociedade que Clama por uma Luta Pedagógica!
Meus
trabalhos recentes provaram-me que a sociedade clama por uma luta
pedagógica, isso não se trata de bons doutores nas diferenciadas
áreas acadêmicas.
A
sociedade clama por uma mudança que se extrapola num dia-dia quase
que continuo. As queixas partem das pessoas mais simples e se
dissolvem nos lares mais humildes da mais pacata cidade do interior.
Sua luta, é por um ir e vir do trabalho seguro, e de que seus lares
estão cobertos por uma harmonia de saberes exemplares.
Seus
filhos clamam por uma boa escola, uma boa referência cultural. Algo
que os tiram de um beco enclausurado e que os fazem pensar que seu
dia-dia é uma construção continua e crítica.
Uma
fala nas minhas últimas pesquisas, mostrou-me que a sabedoria, pode
vir do mais culto doutor, até o mais humilde analfabeto. Este último
que se enquadra nos submundos dos anormais, perante a sociedade
excluidora, de vez em quando dar lição de moral a esta última, e
mostrando-a que seu saber deve ser encorporado aos demais
pensamentos.
As
pesquisas podem nos mostrar muito da nossa sociedade, desde a alta
taxa de analfabetismo, até um preconceito que é velado no simples
dizer “Aqui
nós não temos isso!” Essa
regra soa como um denominador comum para desmistificarem as pesquisas
e as enquadrarem num monte de papel que trás o superficial da
sociedade.
Mas
por outro lado, os ensinamentos do dia-dia, podem nos trazer bons
frutos de um trabalho que ao meu ver deve ser pedagógico e continuo.
Se a sociedade torna seus preconceitos velados num simples dizer
“Isso
aqui não tem!”,
a mesma pode desfazer esse casulo criado por todos nós indivíduos
que a compõem. Esse trabalho mais que pedagógico, deve ser
estendido em cada rua e praça, para que possamos refletir em que
sociedade estamos e em que momentos chegamos.
Por:
Wagner Maia da Costa.













